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Poema dos versos tolos

Poema dos versos tolos

O brinde que ela ergue não sei do que se trata

Mas, o sorriso é tão convidativo que não ouso em propor uma errata.

E sou o primeiro a socorrê-la no ataque da barata.

Apanhei-la em meus braços e disse: Calma não me bata!

Ah mocinha linda não seja tão ingrata

Pois, sou teu herói, não um prato de batata!

A paquera é a paixão se correlata.

Ela não mais me distrata.

Nosso sonho agora é navegar numa regata.

Imagem: Aaron Burden via Unsplash

Texto: Tarcísio Oliveira

Sábado é o sétimo dia

Sábado é o sétimo dia

Sábado é o sétimo dia.

Alguns dizem que sete é cabalístico.

Mas, sete é sete.

Cardinal ou ordinário será sempre um número parecido com o 1.

O fato de o Deus ocidental ter descansado no sétimo dia o torna abençoado.

Por isso o sete não é o número da Besta, isto sobrou para o 6.

Vinicius poetizou o sábado, por conseguinte o sete.

Para ele tudo acontecia “porque hoje é sábado.”

Sábado é o sétimo dia.

Dia de sorriso e de sonos.

Dia que acordar às sete horas não é mais tão necessário.

Sete são as vidas dos gatos.

Sete são as cores de Xangô.

Sete é o número do sábado,

E sábado é o sétimo dia.

Texto: Tarcísio Oliveira

Drummond?????

Drummond?????

– Que porra é essa Drummond, tão usando tuas poesias como papel de carta?

***

– Reage Drummond! Não fica ai calado! Tão fodendo tua obra! Virou arquivo de power point para dar bom dia, tu vais deixar?

***

– No teu Enleio não ensina nada dessa porra, eu li!

***

– E agora Drummond: a gente faz o que, vai para onde? Me diz cacete!

***

– Fico puto quando falam teu nome em vão. Nem depois de umas doses ouso recitar tuas pedras no caminho.

***

É foda Drummond, o mundo de hoje não tá preparado para ti.

Texto: Tarcísio Oliveira

O Gato Branco da Rua das Flores

O Gato Branco da Rua das Flores

A arrogância do gato só perde para sua prepotência.

De seu trono metálico ele observa transeuntes, mas, em nenhum momento se abala.

Quando algum bípede se aproxima para ele é como se fora um mísero ser suplicando um pouco de sua bondade. Sua majestade mostrando que tinha compaixão permitia que andasse em seu reino.

Pensa enquanto lambe suas patas “criaturas tolas correm de um lado ao outro todos os dias… O tempo passar tão rápido… Nem se dão conta que nada são…”.

Esse gato não era o “Black” de Poe, não pertence a nenhum dono, não deve gratidão a ninguém… Conseguiu seu trono sozinho.

Ele é seu próprio dono.

Nenhum intruso é bem-vindo em sua fortaleza… Será rechaçado caso insista em perturba-lo.

Por isso o chamamos de White Cat, o Gato da Rua das Flores.

Imagem e Texto: Tarcísio Oliveira