Escolha uma Página
Feijões mágicos

Feijões mágicos

Ação.

Fazer.

Acontecer.

Desdizer a opinião primeira.

Parar.

Calar.

Retomar a atitude lá de cima.

Gritar aos quantos cantos.

Para quê? Sei lá! Talvez por que alguém sempre faça introduções assim, e por isso, como sou produto do meio repito. Mas, também pode ser baixa escolaridade, pouco requinte, o suficiente para fugir da métrica.

Inventar desculpa. Mentir. Sofismas. Matemática. Cálculos. Somar. Subtrair. Ficar sem e voltar para casa com três feijões mágicos. É assim, que todo mundo terminar o dia, com o sonho de que a noite tudo muda, algo fantástico vai acontecer.

Faça-se a luz, diz o verbo. Acordamos. Os feijões continuam lá. Nada aconteceu.

Agir.

Andar.

Cair.

Cansar.

Frear.

Finalizar.

Imagem:  Rachael Gorjestani via Unsplash

Texto: Tarcísio Oliveira

Aplausos

Aplausos

É incrível como aplaudir é tão difícil.

Estirar os braços, movimentar as mãos até uma encontrar a outra, fazendo um som de estalo… É missão quase impossível.

Ir num show e aplaudir o artista é coisa fora de moda.

O legal é conversar, tirar fotos, filmar… Pouco importa o que está acontecendo no palco.

O artista é um detalhe para foto.

Os aplausos já não têm mais espaço.

A vaia coitada, nem é lembrada, pois para ela acontecer é necessário a crítica, e criticar é tarefa ainda mais em desuso.

De qualquer forma agradeço que chegou até o fim.

Imagem:  Yvette de Wit via Unsplash

Texto: Tarcísio Oliveira