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Poucos brasileiros se dão conta que são restringidos diariamente, e menor ainda são aqueles que foram diretamente censurados.

Posso falar “explicitamente” sobre censura. Fui rigorosamente proibido de relatar passagem de um livro, que nem nacional é. Com pretexto que feria a política de conteúdos, blá, blá, blá… Ora, ora… A mesma política que libera dados cadastrais ao mundo inteiro?

O censor é foda. Ele muda de face. Ele tem cara de amigo, de vizinho, de jornal, de revista, de ideias… Porra são tantas caras que a gente termina concordando com ele. E de repente estamos falando “Isso tá errado! É imoral! Que pouca vergonha!”.

O Ultraje a Rigor cantou sabiamente que “indecente é você ter que ficar despido de cultura… Sem roupa, sem saúde, sem casa, tudo é tão imoral. A barriga pelada é que a vergonha nacional…”.

Como é fácil esquecer tantos problemas, e concentrar esforços em pautas tão ridículas. Na verdade, a censura é foda, ela nos engana. Ludibria. Somos agentes da censura. Somos armas sem mira, e atiramos em tudo que nos faça pensar.

Tive pesadelos quando fui censurado. É como se alguém chegasse para você e dissesse: “Ei! Diga isso não! Está com algum problema? Tem algum retardo mental? Refaça isso seu merda! Nesse espaço livre, só entra o que eu quero trouxa! E se me arretar, boto você para fora, e se reclamar, mando lhe prender!”.

Não estou sabendo me expressar direito. As palavras são bem mais pesadas do que essas, mas já dá para ter uma noção.

Àqueles que não sabem o que censura, e aplaudem tão rude palavra aos ouvidos de uma minoria. Continuem assim é o melhor caminho para permanecer na ignorância.

Imagem:  Kristina Flour via Unsplash

Texto: Tarcísio Oliveira

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