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A preguiça da peste não tem nada a ver com doença provocada pelo Bacillus pestis. A peste aqui tem significado mais próximo de mau humor. Sabe aqueles dias que levantar da cama é um desafio ao sono e a paciência? Pronto, é mais ou menos isso. Mas, uma hora a gente tem que sair da cama.

Rastejar até o banheiro, lavar o rosto, voltar ao quarto e não ceder a força atrativa dos lençóis e travesseiros, é um desafio quase quântico.

No ônibus, no carro, ou andando, não entendemos bem que força nos move, porém, sempre chegamos ao destino. E o pior ainda estar por vir: aguentar o dia de expediente.

Ah preguiça da peste!

Em relação a peste do Bacillus, ela é transmitida pela pulga do rato. Marcou a história medieval. Associada a falta de higiene, a peste bubônica matou muita gente. E talvez essa falta de asseio, seja de alguma forma ligada a preguiça e daí surgiu a expressão.

A expressão na verdade não é universal. É bem conhecida no nordeste brasileiro. Um regionalismo que é balbuciado até por crianças.

Ah preguiça da peste!

A hora não passa; os serviços aumentam; é normalmente o dia em que os professores estão inspirados e não param de fazer exercícios; dia de muito sol; frio demais… O que permeia o pensamento é “quero minha cama!”.

Ao fim do dia e chegando em casa, o sono já era. A preguiça é absorvida por um dia movimentado. Resta umas dores nas costas, pés cansados… Assistir filmes, séries, talvez ler algum livro é o melhor para curar um dia chato assim. E nem reparamos o quanto a hora avança. Dormir tarde de novo.

O sol nasce… O sinal do despertador nos acorda… Ah preguiça da peste!

Imagem: Danielle Dolson via Unsplash

Texto: Tarcísio Oliveira

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