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Zezé, Cerveja e Sono

Zezé, Cerveja e Sono

Por Aurora Siqueira*

 

Nas tardes de sexta, logo depois do almoço, no Bar do Zezé, onde serve aquela feijoada deliciosa, bate aquele sono!

Fico naquela expectativa pensando que no sábado à tarde vou dormir até cansar!

Mas logo volto a realidade e vejo que ainda tenho que trabalhar até o fim do dia… Para só então, receber a dádiva de um final de semana.

***

Já no fim da tarde, me animo! Lembro-me da happy hour, da cervejinha com os amigos, do tira-gosto e da boa leitura!

Sexta-feira grata! Lá para tantas, antes de dormir, vou fuçar as novidades das Tardes de Sexta com Tarcísio!

***

E no início do fim de semana (sim, o meu começa na sexta a tardinha), tomarei aquela cerveja bem gelada, colocarei o papo em dia com os amigos e viajarei em silêncio com a leitura de alguma coisa bem escrita.

*Aurora Siqueira:

Cidadã do mundo, coração e alma pernambucanos.

Professora universitária, nas horas vagas amante das letras.

**Crédito imagem: @yucatar

Pequena Nardes

Pequena Nardes

Arte: Alice Nardes*

 

Menina meiga… Tantas dúvidas ela tem que um mundo só é pouco para ela viver…

Não é afeita a tolices… Pouco importa padrões… Quer resposta para tudo e ponto.**

 

*Alice Nardes:

Artista tocantinense, criadora da “Pequena Nardes” e outras personagens.

Instagram: @pequenanardes

 

**Texto incidental: Tarcísio Oliveira

Tardes de Sexta

Tardes de Sexta

Arte: Tercila Oliveira*

 

Lembro que meu primeiro texto para este tipo de mídia se chamou “A primeira tarde de sexta”, lá se vão pouco mais de cinco anos. Lembro também que citei o navegador Amyr Klink, e nada mais pragmático de que repeti-lo, mas, não na integra, apenas na ideia. Para ele o mais difícil é partir, se afastar da costa, a atração de parar no início é maior do que desistir na metade, ou quilômetros antes da chegada. E realmente é. Durante esses anos o desafio de manter a página e fluidez de ideias, foi enorme, não por falta de vontade, mas se manter imaginativo no meio de tantas situações que correm ao contrário: é foda. Só que desistir nunca esteve nos planos, e assim como Klink, após a primeira viagem já traçava a segunda, e novamente partir seria a fase mais perigosa. Preciso me afastar da costa mais uma vez.

Continuamos sem muitas regras para as postagens que virão. Palavrões, ideias promiscuas, posições adversas a maioria… Serão sempre bem-vindos… Principalmente agora que teremos domínio próprio. O plural na pessoa é devido à participação de amigos que abraçaram a ideia e doarão um pouco de sua intelectualidade e talento.

Não minto que sonhamos com a interatividade. Chamar atenção é uma das verdades. Fazer barulho é atrativo. Porém, entreter é sempre o foco principal.

Aos que já acompanham a saga astuciosa dessas tardes de sexta, sempre a gratidão. Aos que chegam… Se permitam navegar nas águas intranquilas de nossos pensamentos livres.

Tarcísio Oliveira

 

*Tercila Oliveira – Recifense de nascença, um dia já se dedicou as letras, hoje se aventura no traço do lápis.