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Tardes de Sexta

Tardes de Sexta

Arte: Tercila Oliveira*

 

Lembro que meu primeiro texto para este tipo de mídia se chamou “A primeira tarde de sexta”, lá se vão pouco mais de cinco anos. Lembro também que citei o navegador Amyr Klink, e nada mais pragmático de que repeti-lo, mas, não na integra, apenas na ideia. Para ele o mais difícil é partir, se afastar da costa, a atração de parar no início é maior do que desistir na metade, ou quilômetros antes da chegada. E realmente é. Durante esses anos o desafio de manter a página e fluidez de ideias, foi enorme, não por falta de vontade, mas se manter imaginativo no meio de tantas situações que correm ao contrário: é foda. Só que desistir nunca esteve nos planos, e assim como Klink, após a primeira viagem já traçava a segunda, e novamente partir seria a fase mais perigosa. Preciso me afastar da costa mais uma vez.

Continuamos sem muitas regras para as postagens que virão. Palavrões, ideias promiscuas, posições adversas a maioria… Serão sempre bem-vindos… Principalmente agora que teremos domínio próprio. O plural na pessoa é devido à participação de amigos que abraçaram a ideia e doarão um pouco de sua intelectualidade e talento.

Não minto que sonhamos com a interatividade. Chamar atenção é uma das verdades. Fazer barulho é atrativo. Porém, entreter é sempre o foco principal.

Aos que já acompanham a saga astuciosa dessas tardes de sexta, sempre a gratidão. Aos que chegam… Se permitam navegar nas águas intranquilas de nossos pensamentos livres.

Tarcísio Oliveira

 

*Tercila Oliveira – Recifense de nascença, um dia já se dedicou as letras, hoje se aventura no traço do lápis.