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O que é privatizar?

O que é privatizar?

Não faço a mínima ideia do que a porra dessa palavra quer dizer: privatização. Deve ser negócio de político, se for é falcatrua.

Papai dizia que quando não soubesse o significado de uma palavra o caminho é procurar o “pai dos burros”. Imagine se isso é apelido descente que se coloque no dicionário? Acho um absurdo. Vou tentar encontrar essa palavra.

Achei! Privatização: substantivo feminino. 1 – ato ou efeito de privatizar; 2 – transferência do que é estatal para o domínio da iniciativa privada; desestatização. Sabia! Só podia ser um negócio desses, de tirar do estado e enfraquecer o povo.

Na TV é o dia todo: Privatização! Privatização! Privatização! A pressão foi tanta que comprei uma revista especializada no assunto. Não entendi quase nada do que estava escrito. Mas, economista explicou por “A mais B” que os prejuízos provocados pela tal estatal aos cofre públicos eram enormes. Afora que os políticos usam seus arranjos para controlar a danada da empresa. Sabia! É coisa de político esse troço.

Fiquei numa dúvida maior ainda. Não sei que lado escolher nesse troço de privatização. Papai sempre me dizia também que números não mentem. Mas, será que se for um político falando esses números será mentira? Porra de palavra difícil essa: privatização!

Imagem: Dmitry Ratushny via Unsplash

Texto: Tarcísio Oliveira

A tal reforma

A tal reforma

O que é previdência social? Não saberia responder. Em tempos de internet, nem o próprio site desta instituição no Brasil, tem a preocupação de explicar aos seus associados o significado de sua existência. De forma geral muitos acreditam que a previdência social é sinônimo de aposentadoria, mas, é certo que sua atuação se amplia a outra categorias.

Tratar sobre esse assunto é conveniente, vive-se um momento de grandes dúvidas e inquietações no país devido a uma possível “reforma previdenciária”. Talvez o mais polêmico no processo seja a maneira como o governo federal conduz a tal reconstrução. Não podemos afirmar que é arbitrária, pois os legisladores que votarão a emenda foram eleitos pela população, e neles depositamos a confiança de que apoiariam os melhores projetos para a sociedade. Claro que esta afirmativa parte da ideia que o voto dado para essas foi de forma consciente e estudada, e caso não tenha sido assim, é tarde demais. Sobre a legitimidade ou não do poder executivo atual, também, não existe tempo para confrontar, já que não existiu resistência suficiente para retira-lo da administração.

O argumento maior daqueles que propõe a mudança é a questão demográfica e a influência nas contas públicas. Certamente a transformação em nossa pirâmide demográfica tem e terá um peso nas estratégias políticas, e consequentemente, nas decisões da gestão econômica do país. Mas, a proposta é muito drástica, tomada por um imediatismo assustador para uma análise de tempo histórico.

Porém, o que mais assusta é a posição da população brasileira. Toda comoção de manifestações é basicamente de servidores públicos, que algumas categorias não tem vínculos diretos com os planos de previdências do INSS, por exemplo. São associados a outras empresas que agenciam suas aposentadorias junto ao governo, a fora que tem planos especiais para antecipar seus dias de descanso. Os trabalhadores da iniciativa privada que serão os mais afetados, si quer pensam em mobilização, ao contrário, condenam ou apenas se limitam em olhar tudo pela internet. Não se dão conta que a possibilidade de manter-se num emprego privado por mais de vinte anos é privilégio de poucas pessoas no planeta.

O fato é que certamente a reforma será votada e aprovada. As vozes reclamantes não serão suficientes.

Temos um território. Temos uma federação. Temos unidades federativas. Mas, nação e povo ainda continuam num processo embrionário de formação. Nossos interesses divergem.

Imagem e texto: Tarcísio Oliveira